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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Caótica

Este conto foi postado primeiramente no http://www.estronho.com.br/ e já consta com mais de 350 acessos! O site é no mínimo incrivél! No ar desde 1996 ele funciona como um grande portal da literatura fantástica nacional. Mantido pelo escritor M.D. Amado, no site você encontra contos de varios autores, cronicas, informação e muito mais! Meu muito obrigado ao amigo M.D. Amado e a todos que acessaram o conto pelo site!

Fica aqui o conto "Caótica" , espero que apreciem a leitura e para aqueles que desconhecem...

Sim! meus caros ela realmente existe...


Caótica

No primeiro andar a banda caótica despeja sua sonoridade entorpecente. Inunda o ambiente com riffs tensos e melancólicos. Entre as luzes baixas e a fumaça de cigarros baratos a guitarra marca o ritmo de uma valsa frenética e devassa. Que noite maravilhosa...

Com sua guitarra nos braços Lana fecha os olhos e balança o corpo devagar, pouco importa aqueles que se esforçam a demonstrar indiferença. Fumam, bebem e riem como não houvesse banda nenhuma ali.
 Fodam-se...
Para Lana a musica é anestesia desmedida. Para aqueles que curtem o espetáculo, não imaginam que o verdadeiro show acontece recluso na sua mente. Entre devaneios psicodélicos e sutis microfonias ela viaja. Um mini vestido preto desenha o corpo, contratando com a pele branca casta e perolada. Os cabelos curtos e negros como a noite, na boca um vermelho intenso divulga silenciosamente um convite nefasto para a perdição.

Ela Abri os olhos e admira a insólita platéia. Rostos conhecidos e notáveis estranhos. Olhares perdidos, conversas invariáveis. A princesa gótica encanta sem perceber ou sem mesmo se importar. Não responde as encaradas fulminantes dos admiradores cobiçosos, sendo eles meninos ou meninas. Quando ela toca, a voluptuosidade ignora a carne e a devassidão, o gozo é completamente etéreo e psíquico. Em meio o calor insano que emana do aglomerado, a presença de um estranho chama a atenção de Lana. Ele surge com os cabelos esvoaçantes, os olhos negros na face pálida como uma cria de Tim Burton.

Ele e Lana encaram-se. Ela sorri exibindo o piercing decorando a boca buliçosa. Ele retribui o sorriso no mesmo tom corrupto. Mantendo firme o olhar na bela guitarrista. Os sentidos de Lana divagam junto com seus pensamentos - Quem é esse menino? Nunca o vi por aqui? Parece um príncipe das sombras, um improvável Lestat, meu Lestat -.

Entre as sombras o visitante espera até ultima musica, até o “Bis”, até o ultimo suspiro da guitarra caótica. Lana caminha até ele, e sem rituais de falsa castidade o beija, com a veemência do desejo fervendo nos lábios. Ele retribui na mesma intensidade, abraçando forte a doce menina, até sentir seus seios palpitarem junto ao seu peito.Com a voz de veludo o convite é feito:

― Lana , vamos até o meu carro?
Ela o segue mantendo distancia, analisando, admirando, cobiçando aquele ser misterioso. Eles caminham pra fora do bar. E entram em um belo carro camuflado na escuridão da noite. Lana hesita por um momento. Tenta conter o desejo inexplicável pelo homem desconhecido. E pensa em tudo que pode acontecer dentro daquele carro. Algumas escolhas podem ser irreparáveis.
 Foda-se...
 Dentro do veículos de vidros negros como as almas perdida. O casal ensaia uma valsa carnal e docemente depravada. Ele passa a língua sobre o céu da boca de Lana e enrosca no piercing provocando uma dor aguda e ligeira. Ela adora. Quantos desejos podem ser concebidos em poucos minutos? Quantas luxurias em apenas um toque? Quantas extravagâncias em um momento? Quantas desgraças em um instante? Lana poderia responder.

No seu ouvido a voz masculina se pronuncia:
 - Você não devia entra no carro de um desconhecido! Posso ser um maníaco, um tarado,ou até um vampiro...
 Ao termino dessas palavras. Lana segura forte os braços do rapaz e com uma força desumana coloca ele na posição inversa do que estavam. Agora ela esta por cima dele. Como ela gosta. As pernas delicadas agora prendem o quadril do jovem impossibilitando qualquer movimento. Por instante ela aprecia o olhar pasmado e desesperado do menino misterioso.

― Não meu querido com certeza você não é um vampiro.
 Ela termina a frase abrindo um sorriso que agora além dos lábios carnudos e o piercing reluzente, exibi os canino afiados e pontiagudos. Em um mergulho ela crava os dentes no pescoço do ilustre parceiro, agora sua vitima, seu balsamo, seu fim de noite. Caminhado de volta para o bar Lana sente a brisa noturna massagear a face, agora ruborizada pelo sangue fresco.Na sua mente a certeza de que as noites serão cada vez mais agradáveis


2 comentários:

  1. Será que essa banda não vem tocar aqui no oeste catarinense? Adoraria ir em um show deles... hehehe! Muito bom!

    Abraço, amigo!

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  2. ótimo conto, gostei mesmo
    =]
    :
    :
    http://bonecozumbie.blogspot.com/

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