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sábado, 20 de março de 2010

Sentimentos Vagabundos



O poeta é um fingidor. Finge tão completamente. Que chega a fingir que é dor. A dor que deveras sente. Fernando Pessoa
É com essa citação do maravilhoso F.Pessoa que eu abro esta nova postagem .
Junto com todo o meu fascínio pela literatura fantástica e de terror/suspense vem o meu apreço pela poesia, o ultra romantismo e a escrita de Florbela Espanca,Caio Fernado, Hilda Hilst, Ana Cristina César, Mario Prata e muitos outros.É fascinante como eles conseguem de forma tão natural falar sobre o caleidoscópio de sentimentos que formam a alma humana.Minha singela homenagem a estes "enamorados" pelos mistérios do ser e sentir ...
Meu muito obrigado a minha esposa Débora, por te me apresentado tais "tesouros" da literatura contemporânea. Sabes que sou infinitamente teu...

Aqui coloco algumas frases que nasceram de forma despretensiosa e que acabaram não encontrando seu devido lugar em alguma das minhas historias ou contos. E assim ficaram como fragmentos, Ou melhor meros devaneios literários. Não me considero poeta ou até mesmo escritor. Sou um eterno "enamorado"...ah isso sou!
Então fica aqui esta postagem tão escrachada quanto intima.Espero que apreciem


"Do que importa se meus pensamentos foram impuros, meu anseios calamitosos ou minha verdade corrupta. Amei. Trai. Roubei. Menti, e tal como os puros de coração, por fim te perdi"

"Respondo aos meus inimigos com um leve sopro na cara, e assim um furacão se cria a partir do simples ato de repudiar a ofensa e ignorar a vingança"

" Antes que fique viciado em me consumir... Te aviso que a abstinência será devastadora "

"Não anseio a perfeição, honras ou ostentação. Escrever pra mim é anestesia, é sangria! Deixar a volúpia manchar o branco casto do papel, transformando as palavras em devaneios que um dia ousei guardar só pra mim!"


"...Cada rajada suave de vento além de embaraçar seus cabelos, trás até minhas narinas o seu perfume inebriante. Uma brisa flamejante de ardor e paixão. Podia fazer de seus lábios meu mundo. E que mundo desmesurado seria. Desejá-la é como andar na beira de um abismo, esperando que com um olhar ela me derrube. Não me importo com a queda. Sei que antes que meu corpo alcance o chão ela me puxará de volta. Para então, me derrubar novamente..."
Armin Daniel Reichert

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